Foi publicado em fevereiro, na revista PLoS One, uma artigo que relata a descoberta de 4 novas espécies de camaleões em Madagascar. Até aí, nada de novo, pois Madagascar concentra 43% das espécies de camaleões conhecidas. Mas o que chama atenção é o tamanho:
O exemplar na figura A é um adulto, note que a escala tem 5mm! Os outros dois são juvenis. Essa espécie, Brookesia micra, é atualmente a menor espécie de amniota (existem anfíbios menores).
O artigo é interessante pois discute diversos aspectos da miniaturização dos animais, que é um aspecto bem interessante da evolução. Pensem que tanto uma baleia como esses camaleões tem o mesmo plano corporal geral, com crânio, coluna vertebral, membros, sistemas respiratório, digestivo, urinário e todo o resto. É fabuloso como a evolução conseguiu moldar as espécies para ocuparem diferentes nichos, a partir de um molde comum.
Quem quiser o artigo completo, segue abaixo o link:
terça-feira, 6 de março de 2012
quinta-feira, 1 de março de 2012
Paleontologos reconstroem pinguim gigante
De acordo com uma notícia divulgada pela universidade de Otago, na Nova Zelândia, um grupo de paleontólogos liderados pelo Dr. Ewan Fordyce, reconstruiram o esqueleto de um pinguim gigante, que habitou a Nova Zelândia há 27 milhões de anos atrás. Os paleontólogos deram o nome para esse pinguim de Kairuku, que em maori quer dizer "mergulhador que volta com comida".
Esse animal tinha entre 1,3m e 1,5m de altura, pesando aproximadamente 60Kg e tinha um bico proporcionalmente mais comprido que os pinguins atuais. O grande tamanho seria uma adaptação para mergulhos mais profundos e por mais tempo.
Na época em que viveram, grande parte da Nova Zelândia estava submersa, o que seria algo ideal para aves aquáticas, pois seus ninhos ficariam isolados, protegidos de predadores. A Nova Zelândia é um local importante para o registro fóssil dos Spheniciformes (a família dos pinguins). Uma outra espécies, o Waimanu, também viveu lá, que é considerado uma forma basal dos pinguins, ou seja, um ancestral a partir do qual o grupo evoluiu.
Quem quiser ler o artigo científico que descreve a espécie, pode acessa-lo no link abaixo. Foi publicado no volume 32, num. 2, do Journal of Vertebrate Paleontology, e o acesso a este artigo é aberto:
DOI:10.1080/02724634.2012.652051
Esse animal tinha entre 1,3m e 1,5m de altura, pesando aproximadamente 60Kg e tinha um bico proporcionalmente mais comprido que os pinguins atuais. O grande tamanho seria uma adaptação para mergulhos mais profundos e por mais tempo.
Dois pinguins Kairuku, do lado de um golfinho Waipatia, morto na praia. Artista: Chris Gaskin, copyright: Geology Museum, University of Otago.
Na época em que viveram, grande parte da Nova Zelândia estava submersa, o que seria algo ideal para aves aquáticas, pois seus ninhos ficariam isolados, protegidos de predadores. A Nova Zelândia é um local importante para o registro fóssil dos Spheniciformes (a família dos pinguins). Uma outra espécies, o Waimanu, também viveu lá, que é considerado uma forma basal dos pinguins, ou seja, um ancestral a partir do qual o grupo evoluiu.
Quem quiser ler o artigo científico que descreve a espécie, pode acessa-lo no link abaixo. Foi publicado no volume 32, num. 2, do Journal of Vertebrate Paleontology, e o acesso a este artigo é aberto:
New fossil penguins (Aves, Sphenisciformes) from the Oligocene of New Zealand reveal the skeletal plan of stem penguins
DOI:10.1080/02724634.2012.652051
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